E AÍ, VAI ARRISCAR?
Enganar tanta gente
Se fazer de inocente
Parece tão natural.
Remar contra a maré
Pra ser chamado de mané
É coisa de boçal.
É a falcatrua, o desvio
O golpe, a grana que sumiu
E, o outro que se dane.
O que tá dentro pede o “por fora”
O que tá fora concede e vai embora
Antes que alguém reclame.
E, na ciranda, o que vemos?
Quem pode mais, chora menos
E eu, o que ganho com isso?
Por incrível que pareça
Fica a pergunta na cabeça:
Tá valendo o sacrifício?