Universo desvendado
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INTERVENÇAO


Todo morro sorrio
Quando o exército subiu
Suas estreitas ladeiras
Parecia que o carnaval mal acabado
Havia sido ressuscitado
De outra maneira.

A ilusória alegria de certo enredo
Não extinguiu da pele a alegoria do medo
E a fantasia da exclusão.
Mas, uma nova utopia emergente
Renascia ao ver aquela “comissão de frente”
Fazer estremecer até o chão.

E, no asfalto surrado evoluía...
“Abre alas” que segurança garantia
Com seus pesados adereços
Toda massa debruçada na janela
Viu o morro se transformar em passarela
Anunciando recomeço.

Todavia, aquela dispersão pretendida
Que eliminaria os focos de vida bandida
Foi o sonho de uma outra festa pagã
Saudada com o ferro, a força e a poeira
E que se findaria em qualquer quarta feira
Onde morre a esperança de um outro amanhã.
Néo Costa
Enviado por Néo Costa em 17/05/2018
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