NO METRÔ
Imaginei o coletivo inteiro estranhando:
_Um sujeito com um livro na mão?
Deve ser um saudosista radical sem noção
Que com a tecnologia não vem se atualizando!
“Um estranho no ninho”! Me veio a impressão.
Entre gente cabisbaixa, continuei folheando...
Pelos mares das palavras...navegando
Sem amarras, dependências, fascinação.
Todos tinham o mundo nos olhos! Eu, o Universo!
Aquele que ninguém via, submerso
Entre divagações tão minhas.
Do lado de fora me misturo entre os iguais
Um analógico entre tantos digitais
Nunca só. Perto de gente sozinha.
Néo Costa
Enviado por Néo Costa em 18/09/2025
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