HORA H
A morte é uma feia verdade
Uma desconhecida que apavora
Não aceita barganha, suborno, penhora
Da imagem no espelho cheia de saudade.
O tempo passou! Que fazer agora?
Distrair o destino maquiando as idades?
Mudar o curso do vento da realidade?
Ou, renascer, como o Sol, em cada aurora?
Deixei a natureza trazer a resposta
No entorno cada detalhe uma amostra
Do que se finda e torna a nascer.
O que parecia fatídica destruição
Foi a contínua passagem para a renovação
Que a gente custa a aceitar e compreender.
Néo Costa
Enviado por Néo Costa em 18/09/2025
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