NAS PERIFERIAS
Já é noite bem tarde
E, crianças ainda brincam na rua
Estão descalças, seminuas
Em suposta liberdade.
Nas esquinas desses tempos
Já não brilham as luzes de outrora
Olhos ameaçam o rumo das estórias
De uma infância exposta, sem alento.
Segue as horas e tudo silencia
Cai a chuva e interrompe a alegria
Deixando gritos...risadas no ar.
Amanhã recomeça do mesmo ponto
A inocência marca novo encontro
Desprotegida, no mesmo lugar.
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