ATÉ QUE DÁ VONTADE
Remoeu-me a ira adormecida
Num desejo insano que me atiça
Em usar minhas mãos prá fazer justiça
Pelas lágrimas, pelo sangue, pelas dores da vida.
Tem horas que a impaciência enfeitiça
Como legítima defesa à minh’alma estarrecida
Pela maldade que campeia entre criminosos e infanticidas
Contra gente branca, preta, parda, mestiça.
Talvez tenha me nivelado
Ao instinto sórdido declarado
Daquele que ainda a isso se compraz.
É que esta faísca ainda dentro de mim
Aciona, do barril de pólvora, o estopim
De minha vingança contumaz.
Néo Costa
Enviado por Néo Costa em 29/08/2026
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