Universo desvendado
Para o Espírito não há tempo nem espaço, pra imaginação não há limites!
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Textos

 

Quem fala aqui é teu Deus

Aquele que te fez “simples e ignorante”

Mas, lá nos primórdios dos tempos, que te concebeu

A vida, pra desfrutá-la como “pássaro itinerante”.

 

Por tudo isso que criei e acredito

Tua presença no mundo se justifica

Portanto, abandone tuas crenças, teus mitos

Entre outros tantos adornos que nada significam.

Vagas pela vida alheio à minha existência

E, entre as sombras dos instintos não me alcanças

Tua “cegueira” te demove de ver-Me em essência

Na flor que desabrocha, nas fontes cristalinas, no sorriso da criança.

 

Imaginas detentor de toda verdade

De todo conhecimento, de toda ciência, filosofia

Mas, que te serve somente para alimentar tua tola vaidade

Enriquecer-te de ouro e do poder a que te filias.

 

Construístes templos onde acreditas minha morada

Num requinte de brilho, luxo, ostentação

Equivocado que esta tua fé materializada

Junto à este teu Deus, possa ter a mesma utilidade e dimensão.

 

Revesti teu dia com as dádivas da saúde, do trabalho e da vida

E, ainda assim, lamentas tua miserável sorte

Fizeram-te crer que, junto à Mim, toda dívida contraída

Mereceria, irremediavelmente, o salário da morte.

 

Tenho falado constantemente contigo

Não por teorizações criadas pelo pensamento humano

Mas, pela linguagem da natureza em que te abrigo

Junto aos cantos dos pássaros, da chuva miúda, dos ventos, dos oceanos.

 

E, por tantos outros encantos, sutilezas e nuances

Que reverberam nos mais recônditos espaços

Tudo à teu dispor, à teu deleite, à teu alcance

Mas, que aguarda a iniciativa de teu primeiro passo.

 

Quando temes meu juízo, minha crítica, punição

Espelhas tua instintiva vingança, soando como advertência

Do fracasso de nossa simbiótica relação

Em que o efeito só poderia ser a dor na tua consciência.

 

Pare de medir minha justiça pela tua visão limitada

Pedir perdão por teus adultérios, teus escândalos, tuas trapaças

Disso não me ocupo, não é de minha conta, é tua natureza manifestada.

E, é assim que a vida se mostra em toda sua graça.

 

No fim da jornada não terás castigo nem premiação

Se virtude é dever, pecado só pode ser necessidade

Pra corrigenda dos rumos de tua pretensa salvação

Ou consolidar aquilo que defendes como verdade.

 

Céu e Inferno são escolhas nesta tua permanência

São portas que te dão acesso irrestrito

Às tuas paixões, buscas, ilusões, sentimentos e carências

Mas, sem cobranças, sem culpas ou qualquer outro atrito.

 

Portanto, vivas como se não houvesse o próximo “segundo”

Pode ser que este seja, da vida, o derradeiro

Que teu estado de alerta seja teu guia no mundo

E, tua relação com a existência, O Amor Verdadeiro.

 

E, quando as intempéries, as tempestades, as inundações

Surgirem trazendo-te lágrimas, retirando teu riso

Estarei dentro de ti, longe do fogo das paixões

Mediando teu Inferno e teu Paraíso.

 

Enfim, tua razão apontando-me como a causa de tudo

A gente possa se encontrar antes do próximo “escurecer”

Quem sabe até entender minha essência, finalidade e conteúdo

Afinal, sou teu Deus, imortal, infinito e tenho muito mais o que fazer.

 

 

 

 

 

 

Néo Costa
Enviado por Néo Costa em 10/09/2026
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