Tenho pena da pessoa ciumenta
Sofre adoentada na própria teia
Enroscada nos fios de tudo que a rodeia
Num círculo vicioso que se retroalimenta.
Extrapola num ato mais cruel, pois odeia
Quem contra seu fascínio, seu desejo, intenta
E, o objeto de sua posse, isso representa
Sua paixão, sua presa. O sangue que escorreu de suas veias.
Cega, pela dor da perda, não pondera
Que certa dose apimenta, retempera
Pelo cuidado o Amor também se expressa.
Mas, a volúpia que transborda do descrente
Traz o registro de sua alma ainda doente
Que nas pedras do caminho ainda tropeça.