Antes que este ano se finde
Dele extraímos uma grande lição
Já não estamos mais no século XX
Precisamos rever nosso modelo de civilização.
Em forma de alerta a natureza grita
Mais uma vez para que o homem reflita
A considerar seus limites.
O planeta sofre os embates
De cada ação predatória e dos desgastes
Dos recursos que ainda existem.
O crescimento é salutar, necessário, vital
Deveria cumprir sua mais básica finalidade
Promover o desenvolvimento social
E diminuir a distância entre as desigualdades.
Ah! Se não fosse o instinto de ganância
Aliado a prepotência e a arrogância
Que ainda permeiam a alma humana
Seríamos mais fraternos, quiçá mais comedidos
Na acumulação, na concentração sem sentido
Como atalhos da felicidade que sempre nos engana.
Pode ser que ainda reste um alento
Quando os olhos atentos na face do imprevisível
Espalhar sua última lágrima no sopro do vento
E, tocar esta criatura tão frágil, vulnerável, suscetível.
E, num repente do “filho pródigo”, arrependido
Retornar à sua origem, sem culpa do tempo perdido
Para um recomeço inadiável.
Será o abraço efusivo da vida
Na grande festa da vitória sobre a resistência vencida
Naquele que aprendeu, pela dor, que só o Amor é sustentável.