Lutava pelo direito de estar só
Não na depressiva imagem que angustia
Da solidão que abomina a própria companhia
Mas, tê-lo pra si como afago de um xodó.
Era solitude que ele perseguia
Não a tristeza que abate e dá dó
Que o ar rareia e desata o nó
Do portal que encarcera a melancolia.
Ansiava pelo inalcançável silêncio da paz
Que mesmo na balburdia do dia é capaz
De blindar a alma de serenidade.
Aquele mesmo dos espaços siderais
Dos viajantes das naves espaciais
Recolhidos e gratos pela distância da realidade.