De repente batem à sua porta:
_Olá, tá lembrado de mim?
_Claro! Você não mudou tanto assim...
E sei que isso pouco importa!
_Já sei! Veio avisar que chegou o fim!...
Que a eternidade abriu as comportas
Que Deus escreve certo por linhas tortas
Que veio recolher as pétalas caídas no meu jardim?
_Não! Vim provar que teu arsenal de tolices
Arma cada vez mais a tua alma de crendices
E, minha voz inaudível, a pedir-te calma.
Mas, tenho medo. Sinto ruídos da proximidade.
Do corte da lâmina fria no limiar de minha idade
Levando contigo o destino de minh’alma.